Unidade de Conservação APA Rio Vermelho/Humbold em São Bento do Sul - SC, composta desde Floresta Ombrófila Densa Sub-Montana, Floresta Ombrófila Densa Montana, Floresta Ombrófila Mista e campos de altitude, em diferentes níveis de regeneração, inclusive formações primárias, com formação de distintos ambientes diferenciados para observação de aves com variações de altitudes de 200m a 1200m. Criada pela Lei Municipal n° 246, de 14/08/1998 e regulamentada por decreto nº 0944 20/12/2011, com uma área de 23.000 ha correspondendo a 48% do município, com uma vegetação exuberante repleta de vida e recursos naturais, próprio para contemplação da natureza preservada. Com locais de rara beleza cênica, como o “Morro da Igreja” que apresenta 842 m de altitude, sendo visitado para escaladas, fáceis e médias e também para a prática de rapel, costumeiramente de 245 m. As cachoeiras do “Braço Esquerdo” também são de encher os olhos com paredões para rapel, caverna e muito mais. As opções de turismo dentro APA contam com passeio de maria-fumaça, camping, turismos ecológico, grutas e cachoeiras assim distribuídas: Para os amantes do cicloturismo https://www.circuitodasaraucarias.com.br/ as estradas mostram outras revelações e descobertas em contato com a natureza. Maria-fumaça www.abpfsc.com.br Informações: (47) 9986 0600/(49) 3553 1121/ 36336351. O local apresenta pousadas como o Parque Natural das Aves http://www.parquenaturaldasaves.com.br/ , restaurantes (Ruda, Igreja Rio Natal), áreas de lazer (Paraíso das Águas (47) 36350987 http://www.paraiso.tur.br/, Recanto Burger Strasse, Recanto Noti (inscrito no PSA), Tilo, Radol, Palmeiras, Recanto do Luli para camping, (47) 3375 1299 e centro de pesquisas (CEPA-RUGENDAS da UNIVILLE; CEPHARV). Outras informações também podem ser extraídas do Consórcio Intermunicipal Quiriri https://www.quiriri.com.br/ ou ainda do Blog http://www.marcelohubel.blogspot.com/
Localização dos Povoados
Coordenadas Y Coordenadas X
Descrição
672.010 7082907 Povoado Rio Natal – Parque das Aves
676633 7080311 Povoado Braço Esquerdo – Ano Bom
666654 7081415 Povoado Rio Antinha – Mandioca
662949 7084557 Povoado de Sertãozinho
NA SEQUÊNCIA PARTE DO PLANO DE MANEJO E CITAÇÃO DE AUTORIA:
A descrição dos habitats de ocupação da avifauna brasileira feita por Sick (1997) insere a APA Municipal do Rio Vermelho/Humbold na seção ecológica denominada de Floresta Pluvial Atlântica.
Essa seção ecológica é uma das mais ricas do mundo em biodiversidade, sendo considerada um Hot Spot de diversidade de vida em todo o mundo. Apesar de ser uma das florestas mais ricas em espécies de aves do Brasil, a Floresta Atlântica também é uma das mais ameaçadas, sendo assim fundamental a realização de esforços para a manutenção desse patrimônio natural.
As aves são os vertebrados terrestres mais conspícuos nas paisagens naturais ou artificiais, sendo possível observar grande variedade de espécies. Por causa dessa característica e da convivência próxima e quase sempre harmoniosa com o ser humano, as aves são as mais admiradas e protegidas de todas as formas de vida terrestre (GONZAGA, 1982).
Essa classe de vertebrados apresenta um grande número de espécies que habitam diferentes ambientes, tendo importante papel ecológico nos ecossistemas. Além do mais estudado e conseqüentemente conhecido, o grupo das aves se destaca, sendo bastante utilizado como ferramenta para avaliação ambiental (FAVRETO et al., 2008). Por responderem de forma eficiente às alterações ambientais, sendo, portanto, consideradas como ótimas indicadoras de qualidade ambiental, as aves sempre são contempladas em estudos que visem o manejo e monitoramento ambiental de uma determinada área (ALMEIDA, 1986; ANDRADE, 1993 e SICK, 1997).
Embora apresente todas as vantagens mencionadas, a falta de inventários avifaunísticos em muitas regiões do país nem sempre permite a utilização deste grupo de uma forma mais eficiente para subsidiar adoções de medidas de manejo para a conservação de ambientes naturais, em especial, para a elaboração e implantação de PM em UC.
Para o território de Santa Catarina, embora as pesquisas ornitológicas tenham progredido nos últimos anos, muitas regiões consideradas importantes para a conservação dos recursos naturais, ainda carecem desses estudos (ROSÁRIO, 1996). Na região onde se insere a APA Municipal do Rio Vermelho/Humbold, com exceção de alguns trabalhos pontuais, não existem estudos mais aprofundados com a avifauna local, o que infelizmente não permite a determinação mais conclusiva da real composição desse grupo animal para a referida UC.
Os resultados apresentados no diagnóstico avifaunístico deverão orientar as ações necessárias para promover o zoneamento e a conservação ambiental da APA Municipal do Rio Vermelho/Humbold, de forma a garantir a manutenção do maior número possível de espécies de aves.
1.2.2. Avifauna
1.2.2.1. Materiais e Métodos
Com o propósito de aprofundar as informações sobre a composição da avifauna da área de estudo, foi realizado o levantamento de dados secundários por meio de bibliografia disponível. Dessa forma, foram utilizados como referências para embasar o presente estudo todos os artigos e relatórios técnicos referentes à avifauna da região de entorno da APA, incluindo o Planalto e o Litoral Norte Catarinense.
Para a obtenção dos dados primários, foi realizada campanha de campo entre os dias 10 e 15 de outubro de 2010. O trabalho de campo seguiu as etapas abaixo descritas:
- análise de material cartográfico e fotos aéreas: em reunião técnica prévia aos trabalhos de campo, foram analisados mapas e imagens de satélite da APA e áreas de entorno, o que permitiu uma visualização espacial do contexto ambiental atual da área de estudo.
- definição de sítios e pontos de amostragem: seguindo a metodologia empregada em Estudos de AER, foram definidos 3 sítios ambientais com 10 pontos de amostragem. Os pontos de amostragens foram locados em diferentes locais da APA, abrangendo ambientes diferenciados contendo vegetação em melhor estado de conservação e áreas alteradas e degradadas. Em todos os pontos foram realizados registros de espécies de aves num período médio de 3 horas. Ao término de amostragem de cada ponto, as espécies foram anotadas em fichas padronizadas indicando o sítio e o ponto de amostragem.
- registro de espécies em campo: para o registro de espécies em campo nos pontos de amostragens definidos, foram utilizadas as técnicas comumente empregadas em estudos da avifauna, conforme segue:
I - Observação direta: através da visualização e identificação direta das espécies com auxílio de binóculos 7×35, sendo a identificação feita por detalhes morfológicos e comportamentais das espécies. Em certos casos, houve a necessidade de utilização de guias (livros) de campo especializados para a confirmação das espécies visualizadas, sendo esses: Naroski e Yzurieta (1987), Dunning (1987) e de La Pena e Rumboll (1998).
II - Reconhecimento auditivo: o reconhecimento auditivo ocorreu através da identificação das manifestações sonoras das espécies. Por vocalizarem constantemente, grande parte das espécies foram registradas por essa técnica.
- compilação dos dados: ao final dos trabalhos de revisão bibliográfica e campanha de campo, todos os dados obtidos (primários e secundários) foram compilados para análise e para a elaboração da listagem de espécies de maior probabilidade de ocorrência para a área.
- ordenação taxonômica: a nomenclatura científica aqui utilizada segue a Lista das Aves do Brasil do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos versão outubro de 2008 (CBRO, 2008) e a nomenclatura vernácula (nomes populares) segue Sick (1997). Para a determinação do status de espécies ameaçadas utilizou a Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de extinção (MMA, 2003).
1.2.2.2. Resultados
1.2.2.2.1. Riqueza de espécies
No que pese as interferências antrópicas ocorridas nos últimos anos na APA, as quais atingiram em maior ou menor escala (seja de forma direta ou indireta) os sítios pesquisados, as amostragens realizadas nos diferentes pontos durante os trabalhos de campo culminaram com uma listagem composta por 268 espécies de aves distribuídas em 50 famílias conforme apresentado no Anexo 5. Essa listagem, a princípio, reflete a composição de espécies mais provável de ocorrência para a área, o que significa que não deve ser vista como conclusiva, pois levantamentos mais aprofundados e de longo prazo poderão incluir outras espécies aqui não relacionadas.
Das 268 espécies consideradas como de potencial ocorrência para a área do parque, 204 espécies distribuídas em 20 ordens e em 45 famílias foram registradas durante os trabalhos de campo. As espécies com maior freqüência (registradas em maior número de pontos de amostragem) foram Turdus rufiventris (sabiá-laranjeira) em oito pontos, Carpornis cucullatus (corocoxó) em cinco pontos e Pionus maximiliani (baitaca), Trogon surucura (surucuá-de-barriga-vermelha), Ramphastos dicolorus (tucano-de-bico-verde), Sittasomus griseicapillus (arapaçu-verde), Basileuterus leucoblepharus (pula-pula-assobiador), Saltator similis (trinca-ferro) em três pontos. Essas oito espécies representam apenas 3,92% das espécies registradas em campo. Do restante, 25 espécies, (12,25 %) apresentaram registros em dois pontos, sendo exemplos, dentre outras espécies, as seguintes: Crypturellus parvirostris (nhambu-chororó), Coragyps atratus (urubu-de-cabeça-preta), Rupornis magnirostris (gavião-carijó), Piaya cayana (alma-de-gato), Trogon rufus (surucuá-de-barriga-amarela), Lochmias nematura (joão-porca), Cyanocorax caeruleus (gralha-azul) e Cyclarhys gujanensis (pitiguari). Um total de 161 espécies (79,43%) teve registro apenas em um dos pontos de amostragens, enquanto que 9 espécies (4,40%) foram registradas em outros locais não definidos como pontos de amostragens.
As espécies constatadas durante os trabalhos de campo, a ordem e a família a que pertencem, bem como os sítios e pontos em que foram registradas estão sumariadas no Anexo 6.
Na relação de aves elaborada, destacam-se dentre outras, espécies ameaçadas (algumas em situação bastante crítica), raras, vulneráveis e pouco comuns, além de migratórias e endêmicas do macrobioma Floresta Atlântica. A heterogeneidade de ambientes presenciada em toda a área é um dos fatores que condiciona tal riqueza, propiciando a colonização de uma avifauna bastante variada no que se refere a preferência ambiental das espécies.
1.2.2.2.2. Associação da avifauna com os ambientes da APA Municipal do Rio Vermelho/Humbold
Os limites da APA Municipal do Rio Vermelho/Humbold e seu entorno apresentam formações florestais em diferentes estágios de sucessão que, juntamente com áreas abertas compostas por estepes alteradas e campos antrópicos propiciam habitats diferenciados para a ocupação da avifauna. A heterogeneidade ambiental verificada para a área da APA propiciou a colonização de uma gama de espécies com diferentes níveis de especificidade, em face à capacidade adaptativa das espécies em relação a ambientes em diferentes estados de conservação.
Segundo Gonzaga (1982), a avifauna ocupa ambientes distintos de acordo com a valência ecológica adquirida por cada espécie, ou seja, enquanto algumas espécies apresentam ampla plasticidade em ocupar diferentes ambientes (definidas como generalistas), outras são restritas a apenas uma tipologia (especialistas) considerando-se aqui principalmente habitantes de ambiente florestal (algumas dependentes de ambientes mais conservados) e de sistemas aquáticos e semi-aquáticos. Para o segundo caso, a presença dessas espécies depende de determinados atributos dos ambientes em que vivem, os quais constituem-se em fatores cruciais para o fornecimento do alimento, abrigo e local de reprodução, atributos estes essenciais para a sobrevivência das mesmas.
De acordo com a preferência de ocupação ambiental, as aves foram classificadas em categorias distintas sendo essas:
a) Espécies Florestais (FLO): registradas somente no interior de florestas, evitando habitar locais desmatados e abertos; b) Espécies campestres (CAM): espécie que em sua maioria apresentam hábitos sinantrópicos ou são naturalmente habitantes de áreas desflorestadas; c) Espécies florestais/campestres (FLO/CAM): espécies generalistas observadas principalmente na borda, mas também, no interior da mata; d) Espécies campestres/florestais (CAM/FLO), espécies generalistas observadas na borda da mata e em locais com árvores esparsas; e) Espécies aquáticas e semi-aquáticas (ASA), habitantes exclusivas de sistemas hídricos (lagos, rios) ou com certa dependência de locais que contenham água.
Dentre as espécies estritamente florestais (FLO) destacam-se insetívoras especializadas em procurar alimento em cascas de árvores ou plantas epífitas (lianas e bromélias) tais como espécies da família Dendrocolaptidae, citando Xiphocolaptes albicollis (arapaçu-de-garganta-branca), Denfrocolaptes platyrostris (arapaçu-de-bico-preto) e Lepidocolaptes falcinellus (arapaçu-escamoso). Também espécies nectarivoras, em especial, espécies da família trochiliidae, dentre outras, Florisuga fusca (beija-flor-preto-e-branco), Phaetornis pretrei (rabo-branco-de-sobre-amarelo) e Thalurania glaucopis (beija-flor-de-fronte-violeta). Dentre espécies onívoras Gralaria varia (tovacuçu-malhado), Trogon rufus (surucuá-de-barriga-amarela) e Dysithamnus mentalis (choquinha-lisa) e dentre os rapineiros (carnívoros), Micrastur semitorquatus (gavião-relógio) e Leucopternis lacernulata (gavião-pombo-pequeno).
Em relação às espécies florestais/campestres (FLO/CAM) são destacadas, Leucochloris albicollis (beija-flor-de-papo-branco), Turdus amaurochalinus (sabiá-poca) e Turdus rufiventris (sabiá-laranjeira).
Quanto às espécies campestres/florestais (CAM/FLO) são destacadas, Rupornis magnirostris (gavião-carijó), Leptotila verreauxi (juriti-pupu) e Patagioenas picazurro (asa-branca).
Em relação às espécies estritamente campestres (CAM) são citadas dentre outras registradas na área da APA as seguintes: Buteo albicaudatus (gavião-de-cauda-branca), Syrigma sibilatrix (maria-faceira), Falco sparverius (quiri-quiri), Speotyto cunicularia (coruja buraqueira), Colaptes campestris (pica-pau-do-campo), Furnarius rufus (joão-de-barro) e Sicalis flaveola (canário-da-terra).
Espécies de hábitos aquáticos e semi-aquáticos são poucas que habitam a APA Municipal do Rio Vermelho/Humbold, destacando-se Jacana jacana (jaçanã), Butorides striatus (socozinho), Aramides saracura (saracura-do-mato).
Com base nas distintas tipologias vegetais da área de estudo, assim como, de ambientes que não tem relação direta com as paisagens botânicas, caso dos sistemas aquáticos e campos antrópicos, é apresentado a seguir a caracterização ambiental da área e a avifauna associada.
1.2.2.2.3. Florestas primárias alteradas
Florestas primárias alteradas somente são encontradas em poucos locais na área da APA, geralmente em encostas mais íngremes onde a ação antrópica foi limitada pela dificuldade de acesso às mesmas. Essas áreas ainda apresentam árvores de grande porte com alta densidade de plantas epífitas, constituindo-se de ambientes únicos que são habitados por espécies com dependência da vegetação epífita para encontrar alimento, devido às adaptações morfológicas e especialidade de dieta alimentar.
São exemplos de espécies de aves que habitam preferencialmente as florestas primárias alteradas na área as seguintes: Geranospiza caerulescens (gavião-pernilongo), Spizaetus tyranus (gavião-pega-macaco), Micrastur semitorquatus (gavião-relógio), Pionus maximiliani (baitaca), Glaucidium brasilianum (caburé-ferrugem), Trogon viridis (surucuá-de-peito-amarelo), Campephilus robustus (pica-pau-rei), Gralaria varia (tovacuçu-malhado), Xiphocolaptes albicollis (arapaçu-de-garganta-branca), Carpornis cucullatus (corocoxó) e Turdus albicollis (sabiá-coleira).
1.2.2.2.4. Sucessão secundária de floresta em estágio avançado
Esse estágio de sucessão florestal denominado de “capoeirão” é caracterizado fitofisionomicamente por vegetação de porte avançado com altura de até 15 m e muitas vezes, contendo já diversas espécies vegetais da floresta clímax. Blocos de vegetação de capoeirão se fazem presentes em diferentes locais dentro dos limites da APA, sendo a avifauna que os habitam composta por espécies generalistas, ou seja, que tem capacidade de ocupar diferentes ambientes e espécies especialistas de florestas avançadas, dependendo as espécies do segundo caso, da estrutura da vegetação e de outros fatores ecológicos para a ocorrência de maior ou menor número de espécies.
Para a área de estudo, foram registradas nos pontos que continham cobertura vegetal de capoeirões, as presenças de espécies que habitam preferencialmente locais de vegetação em melhores condições de conservação, tais como Micrastur ruficollis (gavião-caburé), Penelope obscura (jacu-guaçu), Ramphastos dicolorus (tucano-de-bico-verde), Dendrocolaptes platyrostris (arapaçu-grande), Tityra cayana (anambezinho-de-cara-vermelha) e Procnias nudicollis (araponga).
Dentre as espécies generalistas são exemplos: Tachyphonus coronatus (tiê-preto), Thamnophilus caerulescens (choca-da-mata), Trichothraupis melanops (tiê-de-topete) e Pyriglena leucoptera (papa-taoca).
1.2.2.2.5. Sucessão secundária de floresta em estágio médio
O estágio médio de sucessão florestal secundária denominado de capoeira é relativamente comum em diferentes locais da APA. Composto de vegetação de troncos finos e com altura média de 6 a 8 metros pôde-se observar que em muitas situações, a vegetação de capoeira apresenta importante função ao fazerem a ligação (corredores) entre fragmentos de estágio sucessionais mais avançados e remanescentes mais conservados. Nas capoeiras foram registradas várias espécies de aves, em sua maioria, de hábitos generalistas. Nesse estágio vegetacional, também se fazem presentes espécies sinantrópicas de áreas abertas que muitas vezes apenas se deslocam para essa vegetação para pouso. De um modo em geral, as espécies de aves das capoeiras não se caracterizam como habitantes exclusivas desta fase de sucessão vegetacional, mas sim, como ocupantes oportunistas, as quais podem apresentar como ambiente preferencial tanto as florestas, como áreas abertas e de estágios de sucessão.
Dentre as várias espécies típicas habitantes de capoeiras, são exemplos daquelas registradas em pontos de amostragens com esse tipo de vegetação as citadas a seguir: Rupornis magnirostris (gavião-carijó), Piaya cayana (alma-de-gato), Veniliornis spilogaster (pica-pau-carijó), Lathrotricus euleri (enferujadinho), Leptotila verreauxi, (juriti), Saltator similis (trinca-ferro-verdadeiro), Schiffornis virescens (flautim), Picumnus cirrhatus (pica-pau-anão-barrado), Veniliornis spilogaster (pica-pau-verde-barrado), Mackenziaena leachii (borralhara-assobiadora), Conopophaga lineata (chupa-dente), Camptostoma obsoletum (risadinha), Cyclarhys gujanensis (pitiguari), Thraupis sayaca (sanhaço) e Nyctidromus albicollis (curiango).
1.2.2.2.6. Sucessão secundária de floresta em estágio inicial
Conhecido por “capoeirinha” esse estágio de sucessão de floresta caracteriza-se pela vegetação de pequeno porte com arbustos e arvoretas menores que 3 metros de altura. Na área da APA Municipal do Rio Vermelho/Humbold é encontrada em locais onde há pouco tempo o solo era destinado a plantações e que no momento não está sendo utilizado para atividades produtivas.
Nos pontos onde esse tipo de vegetação secundária se fez presente foram registradas dentre outras espécies de aves as seguintes: Milvago Chimachima (carrapaterio), Columbina talpacoti (rolinha-paruru), Stephanoxis lalandi (beija-flor-de-topete), Synallaxis spixi, (bentererê), S. ruficapilla (joão-tenenem), Drymophila malura (choquinha-da-tranqueira), Serpophaga subcristata (alegrinho), Geothlypis aequinoctialis (pia-cobra), Zonotrichia capensis (tico-tico), Lurocalis semitorquatus (tuju), Guira guira (anu-branco) e Crotophaga ani (anu-preto).
Áreas abertas As áreas abertas da APA constituem-se de estepes alteradas e campos antrópicos. Apresentam cobertura vegetal composta por gramíneas rasteiras ou de baixa altura, bem como, arbustos e indivíduos arbóreos isolados. Nesse ambiente foram registradas espécies típicas de áreas abertas, dentre outras, as seguintes: Vanellus chilensis (quero-quero), Polyborus plancus (carcará), Falco sparverius (quiri-quiri), Speotyto cunicularia (coruja burraqueira), Furnarius rufus (joão-de-barro), Pitangus sulphuratus (bem-te-vi), Turdus rufiventris (sabiá-laranjeira) Sicalis flaveola (canário-da-terra), Volatinia jacarina (tiziu) e Sporophila caerulescens (coleirinha).
Povoamentos de pinus Áreas cobertas com povoamentos florestais exóticos (pinus) pertencentes às industrias madeireiras da região são relativamente comuns nas partes mais altas da APA (Sítio Planalto). A vegetação de pinus constitui-se de um ambiente para qual a grande parte das espécies de aves não está adaptada, levando-se em conta que esses plantios reduzem sensivelmente atributos ecológicos básicos para a sobrevivência da avifauna. Poucas são as espécies que se deslocam para os plantios de pinus, quando muito, para pouso, espreita de presas (gaviões) ou busca de insetos (aves insetívoras). Comparada às áreas cobertas com vegetação nativa, os povoamentos de pinus se configuram como prejudiciais à avifauna regional pelo fato de não oferecer suporte de sobrevivência à maioria das espécies.
Embora nenhum ponto de amostragem tenha sido realizado nessa vegetação, dentre as poucas espécies que buscam o pinus para pernoite, pouso ou mesmo alimentação são exemplos: Rupornis magnirostris (gavião-carijó), Milvago chimachima (gavião-pinhé), Tyranus melancholicus (siriri) e Pyrrhura frontalis (tiriva).
Ambiente Aquático Os sistemas aquáticos presentes na área da APA são representados por:
a) Sistema ribeirinho: compreende as superfícies líquidas dentro de um sistema com regime essencialmente lótico e a vegetação da margem. Para a área da APA Municipal do Rio Vermelho/Humbold são representados principalmente pelos rios Vermelho e Natal. Entre as espécies de aves que habitam os sistemas ribeirinhos destacam-se: Megaceryle torquata (martim-pescador-grande), Chloroceryle amazona (martim-pescador-médio) e C. americana. (martim-pescador-pequeno). No interior de áreas florestadas, às margens de córregos de pequeno tamanho, Lochmias nematura (joão-porca), teve registro constante.
b) Sistema lacustre: formado por lâminas de água sem presença de vegetação, podendo quando muito conter vegetação tipicamente aquática associada a um regime essencialmente lótico. Ambiente inexpressivo na área da APA, sendo representado por açudes, sendo o principal, a represa de captação de água do Rio Vermelho para abastecimento de São Bento do Sul. Dentre as espécies registradas nesse ambiente destaque para Amazonetta brasiliensis (marreca-ananaí), Cairina moschata (pato-do-mato), Jacana jacana (jaçanã), Egreta thula (garça-branca-pequena), Egreta alba (graça-branca-grande), Butorides striatus (socozinho), Aramides saracura (saracura-do-mato) e Gallinula Chloropus (frango d´água).
Ambiente Aéreo Não se constitui de um ambiente propriamente dito, mas sim, de um espaço utilizado por longos períodos de tempo por determinadas espécies de aves com urubus, andorinhas e andorinhões, os quais passam boa parte do tempo em vôo para forrageamento. Espécies típicas do ambiente aéreo são: Coragyps atratus (urubu-de-cabeça-preta), Cathartes aura (urubu-de-cabeça-vermelha) e Streptoprocne zonaris (andorinhão-de-coleira-branca).
4.2.2.2.7. Caracterização ambiental e da avifauna dos sítios de amostragens
Através do diagnóstico realizado na APA Municipal do Rio Vermelho/Humbold através dos dez pontos de amostragens, contatou-se que em praticamente toda ela a ação antrópica se fez presente, sendo, no entanto, de formas distintas, ou seja, enquanto que em determinados espaços ocorreu de forma bastante intensa, e em outros, foi de forma mediana a pouca intensidade.
A intensidade foi maior nas áreas mais planas (Sítio Planície), onde em muitos locais houve a supressão total da vegetação arbórea para pastagens, plantios de bananas e agricultura. Já na área do planalto (Sítio Planalto), as alterações também foram relativamente intensas, principalmente em áreas recobertas por estepes que atualmente estão cobertas por plantios de pinus. Áreas em melhor estado de conservação se fazem presentes em encostas mais íngremes, onde o acesso é dificultado devido ao relevo dos terrenos. A ação antrópica em toda a área da APA culminou em impactos à avifauna, certamente gerando diminuições de determinadas espécies, em especial, de grandes rapineiros (gaviões) dependentes de áreas florestais extensas.
A seguir, é feita a caracterização da avifauna nos três sítios de amostragem, de acordo com as condicionantes ambientais que determinam a ocupação ou não de diferentes espécies de aves registradas para a área da APA Municipal do Rio Vermelho/Humbold.
I - Sítio 01 (Sítio Planalto) Nas amostragens dos pontos definidos para esse sítio, foram registradas espécies de aves que apresentam hábitos mais generalistas, dentre outras, as citadas a seguir: Piaya cayana (alma-de-gato), Veniliornis spilogaster (pica-pau-verde-barrado), Sittasomus griseicapillus (arapaçu-verde), Cranioleuca obsoleta (arredio-olivaceo), Thamnophilus caerulescens (choca-da-mata), Syndactila rufosuperciliata (trepador-da-taquara), Heliobletus contaminatus (trepadorzinho), Trichothraupis melanops (tiê-de-topete), Turdus rufiventris (sabiá-laranjeira), Stephanoxis lalandi (beija-flor-de-penacho), Conopophaga lineata (risadinha), Poospiza lateralis (quete), Camptostoma obsoletum (chupa-dente) Cacicus chrysopterus (tecelão) e Lepthastenura setaria (grimpeirinho), essa última com associação direta com Araucaria angustifolia (pinheiro).
II - Sítio 02 (Sítio Encostas) Neste sítio, merece destaque o registro de espécies ameaçadas, como Leucopternis lacernulata (gavião-pombo-pequeno) e Trichlaria malachitacea (sabiá-cica). Outras espécies registradas foram: Micrastur ruficollis (gavião-caburé), Micrastur semitorquatus (gavião-relógio), Spizaetus tyrannus (gavião-pega-macaco), Otus choliba (corujinha-sapo), Ramphastos dicolorus (tucano-de-bico-verde), Penelope obscura (jacu-guaçu), Trogon rufus (surucuá-de-barriga-amarela), Chamaeza campanissona (tovaca-campainha), Celeus flavescens (pica-pau-joão-velho), Xiphocolaptes albicollis (arapaçu-grande), Dendrocolaptes platyrostris (arapaçu-de-garganta-branca) Sclerurus scansor, (vira-folhas), Chamaeza campanissona (tovaca-campainha), Chiroxiphia caudata (tangará) e Schiffornis virescens (flautim).
III - Sítio 03 (Sítio Planície) Devido ao intenso grau de alteração, predominam ai espécies sinantrópicas, com destaque para Carcara plancus (gavião-carrancho), Furnarius rufus (joão-de-barro), Vanellus chilensis (quero-quero), Sicalis flaveola (canário-da-terra) Carduelis magellanicus (pintassilgo), Synallaxis ruficapilla (joão-tenenem), Synallaxis spixi (benterere) observadas nas áreas abertas e capoeirinhas. Em áreas cobertas de capoeiras, Crypturellus tataupa (nhambu-xintã), Rupornis magnirostris (gavião-carijó) Leptotila rufaxila (juriti), Thalurania glaucopis (beija-flor-de-fronte-violeta), Colaptes melanochloris (pica-pau-verde-barrado), Thamnophilus ruficapillus, (choca-de-corôa-castanha), Phylloscartes ventralis (borboletinha-da-mata), Saltator similis (trinca-ferro), Cyclarhys gujanensis (pitiguari), Basileuterus culicivorus (pula-pula-assobiador), Turdus amaurochalinus (sabiá-poca) e Zonotrichia capensis (tico-tico). As margens do rio Vermelho e do rio Natal que cortam esse sítio, a ocorrência de Megaceryle torquata (martim-pescador-grande), Chloroceryle amazona (martim-pescador-médio) e C. americana (martim-pescador-pequeno) que utilizam a vegetação das margens de rios para espreita de pequenos peixes e girinos que se constituem em sua dieta alimentar básica. Além destas, Aramides saracura (saracura) e A. cajanea (saracura-três-potes) que foram constatadas por registros auditivos.
1.2.2.2.8. Espécies relevantes à conservação
Espécies ameaçadas Para a área da APA Municipal do Rio Vermelho/Humbold ocorrem espécies ameaçadas em nível nacional de acordo com MMA (2003). Também ocorrem espécies regionalmente ameaçadas, ou seja, espécies que não constam na lista oficial (MMA, 2003), mas que apresentam status de ameaçadas para a região. Devido ao fato do estado de Santa Catarina não apresentar uma lista de espécies ameaçadas, utilizou-se a lista de fauna ameaçada do Paraná (MIKICH e BÉRNILS, 2004) como referência de citação das espécies ameaçadas regionalmente, levando-se em consideração que o município de São Bento do Sul está localizado na porção norte do estado de Santa Catarina e faz divisa direta com o estado do Paraná.
Dentre as espécies ameaçadas em nível nacional e regional se destacam as descritas a seguir.
a) Leucopternis lacernulatus (gavião-pombo-pequeno): habita a vertente atlântica da Serra do Mar, nas florestas abaixo de 500 m de altitude (SICK, 1997). Consta na lista brasileira de espécies ameaçadas (MMA, 2003) sem definição de status. Um indivíduo dessa espécie impossibilitado de voar foi encontrado na área da APA no ano de 2009 nas proximidades do Parque das Aves do Rio Natal.
b) Pipile jacutinga (jacutinga): na Serra do Mar, habita áreas de encostas, deslocando-se altitudinalmente (SICK, 1997). Não foi registrada em campo, mas é grande a probabilidade de ocorrência na área da APA devido às características ambientais e de relevo da área.
c) Trichlaria malachitacea (sabiá-cica): espécie considerada para o Paraná como ameaçada com status de vulnerável (MICKICH e BÉRNILS, 2004). Registrado para a área no ponto 03 durante os trabalhos de campo.
d) Conopophaga melanops (cuspidor-de-mascara-preta): presente na lista do Paraná (MICKICH e BÉRNILS, 2004), registrada no ponto 09, durante os trabalhos de campo.
e) Leucopternis polionotus (gavião-pombo-grande): para o estado do Paraná é considerada quase ameaçada (MICKICH e BÉRNILS, 2004). Essa espécie foi registrada em várias oportunidades no município de Rio Negrinho numa área de transição entre Floresta Ombrófila Densa e Floresta Ombrófila Mista (SEGER e HÜBEL, 2005).
f) Percnohierax leucorrhous (gavião-de-sobre-branco): consta na lista de espécies ameaçadas do Paraná (MICKICH e BÉRNILS, 2004), com o status de insuficientemente conhecida. Para Santa Catarina apresenta provavelmente o mesmo status. Foi registrado por contato visual durante os trabalhos de campo no ponto 02 (Sítio Planalto).
g) Accipiter poliogaster (tauató-pintado): presente na lista de espécies ameaçadas do Paraná (MICKICH e BÉRNILS, 2004) com o status de insuficientemente conhecida. Registrada para a região no município de Rio Negrinho (SEGER e HÜBEL, 2005).
h) Accipiter superciliosus (gavião-miudinho): indicado na lista de espécies ameaçadas do Paraná (MICKICH e BÉRNILS, 2004) com o status de insuficientemente conhecida. Espécie registrada por Seger e Hübel (2005) em Rio Negrinho.
i) Asyo stygius (mocho-diabo): consta na lista de espécies ameaçadas do Paraná (MICKICH e BÉRNILS, 2004) com o status de insuficientemente conhecida. Registrado para a região Norte catarinense por Seger (1992).
j) Piranga flava (sanhaçu-fogo): citada na lista paranaense de espécies ameaçadas com o status de quase ameaçada (MICKICH e BÉRNILS, 2004). Registrada por Seger e Hübel (2005) em Rio Negrinho.
k) Pyroderus scutatus (pavó): maior ave da ordem Passeriformes é considerado também como quase ameaçado para ao Paraná de acordo com (MICKICH e BÉRNILS, 2004).
Espécies endêmicas Para a definição de endemismos, adotou-se aqui o trabalho de Stotz et al. (1996) que define as áreas de ocorrência das espécies de aves do Neotrópico. A área da APA Municipal do Rio Vermelho/Humbold encontra-se segundo os referidos autores situada na região Zoogeográfica denominada de Floresta Atlântica, abrangendo o grande bioma Floresta Atlântica que envolve a Floresta Ombrófila Densa, a Floresta Ombrófila Mista e a Floresta Estacional Semidecidual. Nessa região os autores apontaram um total de 199 espécies endêmicas, sendo que 43 desse total podem ser encontradas na área de estudo, as quais são apresentadas na Tabela 2. Embora Stotz et. al. (1996) tenham citado todos as espécies da Tabela 2 como endêmicas do grande bioma Floresta Atlântica, Bornshein e Reinert (2000), desconsideraram algumas delas, tendo em vista que essas espécies (marcadas com asterisco *) terem sido registradas em outros biomas do país, fora do domínio da Floresta Atlântica.
Espécies migratórias Com relação a espécies consideradas como tipicamente migratórias, ou seja, que não nidificam na área, mas que, aparecem apenas durante o período de invernada na região (representantes da ordem dos Charadriformes), não foram identificadas para a área, o que, no entanto, não significa que não ocorram, sendo que o registro dessas poderá ocorrer com estudos mais aprofundados.
Quanto às espécies denominadas por Sick (1997) como residentes de verão (que na primavera e verão nidificam na área e durante o inverno migram para outras regiões do continente sul-americano) diferentes espécies ocorrem na área. São exemplos de espécies típicas deste comportamento: Tyrannus savana (tesourinha), Tyrannus melancholicus (siriri), Vireo chivi (juruviara), Myiarchus swainsonii (irrê) e Legatus leucophaius (bem-te-vi-pirata), entre outras. Na área da APA também foi constatada a presença de migrantes altitudinais, tais como: Carpornis cuculatus (coroxoxó) e Melanotrochilus fuscus (beija-flor-preto-e-branco).
Conclusões
Pelo presente estudo pôde-se avaliar amplamente o nível de conservação de toda a área da APA Municipal do Rio Vermelho/Humbold e seu entorno, o que possibilitou a caracterização da avifauna para a mesma.
De acordo com os resultados do diagnóstico, constatou-se que toda a área da APA já sofreu intervenções humanas, com muitos locais descaracterizados de sua paisagem original. Porém, ainda existem no interior da APA espaços relativamente conservados, cobertos por vegetação secundária em estágio mais avançado que propicia a manutenção de grande diversidade de aves. Este fato faz com que esta UC municipal seja considerada como uma área de relevante importância para a preservação da avifauna da região, por se constituir numa das poucas áreas cobertas com vegetação nativa que apresentam tais características. Por se tratar de uma área com a presença de maciços florestais associada ao fato de grande parte da avifauna brasileira apresentar hábito silvícola (SICK, 1997), a conservação dessa área tem grande importância para a manutenção da avifauna regional. Ficha Resumo da Unidade de Conservação APA Municipal do Rio Vermelho/Humbold
DENOMINAÇÃO
Área de Proteção Ambiental Rio Vermelho/Humbold
Nome dos Proprietários
Prefeitura Municipal de São Bento do Sul - SC
Nome do Representante
Marcelo Hubel
Contato
Secretaria Municipal de Meio Ambiente
Endereço Prefeitura Municipal de São Bento do Sul Rua Jorge Lacerda, 75 Centro - São Bento do Sul - SC CEP: 89.280-902
Telefone/Fax/e-mail/site Fone: (47) 3631-6000 e-mail: marcelo_hubel@saobentodosul.sc.gov.br Site: www.saobentodosul.sc.gov.br
Área da APA (em ha)
Área da APA 23.000 ha
Principal município de acesso à APA Município de São Bento do Sul, no estado de Santa Catarina.
Município e estado abrangido Município de São Bento do Sul, no estado de Santa Catarina.
Coordenadas (geográficas ou UTM) A APA se localiza entre as coordenadas 7095000 – 7080000 N e 660000 – 680000 E.
Data e número ato legal da criação
Lei Municipal n° 246, de 14 de agosto de 1998
Marcos e referências importantes nos limites e confrontantes
Estação Ferroviária Rio Vermelho
Biomas e/ou ecossistemas
Mata Atlântica
Distância dos centros urbanos mais próximos
Aproximadamente 6 km da sede do município São Bento do Sul - SC
Principal meio de chegada á APA
Automóvel
EQUIPE TÉCNICA
Coordenação Prefeitura de São Bento do Sul Biólogo Marcelo Hübel
A Prefeitura Municipal de São Bento do Sul, inscrita sob o CNPJ 86.051.398/0001-00, sediado no Município de São Bento do Sul, SC, Rua Jorge Lacerda, nº 75, Bairro Centro, CEP 89.280-902, como contratante do serviço objeto deste que a Empresa Ecossistema Consultoria Ambiental Ltda., inscrita sob o CNPJ 80.182.447/0001-68, sediada no Município de Curitiba, PR, na Rua Dionízio Baglioli, nº 111, Bairro Guabirotuba, CEP 81.510-540, executou o seguinte serviço:
Projeto: Elaboração do Plano de Manejo da APA Municipal do Rio Vermelho/Humbold
Local de Execução: São Bento do Sul, Santa Catarina.
Empresa Ecossistema Consultoria Ambiental Ltda.
Coordenação Geral Bióloga MSc. Gisele Cristina Sessegolo – CRBio 8.060-07 ART: 07-0225/10
Manejo e Gestão Bióloga MSc. Gisele Cristina Sessegolo – CRBio 8.060-07 Gestora Ambiental Marília Thiara Rodrigues Basniak Geógrafo Darci P. Zakrzewski
Meio Físico e Geoprocessamento Geógrafo Luis Fernando Silva da Rocha – CREA 105.590/D
Meio Socioeconômico Economista Ciro André de Moraes – CORECON 6.399-1 Gestora Ambiental Marília Thiara Rodrigues Basniak
Meio Biótico Flora Bióloga Suzana Dreveck - CRBio 63372-03
Avifauna Biólogo MSc. Celso Seger – CRBio 9.806-07
Consultor em Mastofauna Biólogo Estevão Comitti – CRBio 63.478 – 03
Equipe de Apoio Geógrafo Darci P. Zakrzewski Graduanda em Gestão Ambiental Maíra Bittencourt Girardi Graduanda em Engenharia Ambiental Ana Paula Sessegolo Pimpão
Metodologia A Metodologia adotada para a elaboração do Plano de Manejo foi a do Roteiro Metodológico de Planejamento para Parque Nacional, Reserva Biológica e Estação Ecológica do IBAMA (2002); e para o Levantamento de campo foi adotada a metodologia de Avaliação Ecológica Rápida (AER).
Conteúdo:
O Plano de Manejo encontra-se dividido em três encartes.